terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Yoani Sánchez compara manifestantes que protestaram contra ela no Brasil a "terroristas"


A dissidente cubana Yoani Sánchez, que ontem qualificou as manifestações contra ela no Brasil como “um banho de democracia”, subiu o tom e comparou os autores dos protestos a terroristas, em entrevista coletiva nesta terça-feira (19) em Feira de Santana (BA). "Os gritos, os insultos, foi como se tivessem sido orquestrados por terroristas. Eu sou uma pessoa pacífica, e trabalho com o verbo, com a fala, não tinha porquê tanta agressividade."
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Ativista cubana Yoani Sánchez visita o Brasil9 fotos

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19.fev.2013 - A blogueira cubana Yoani Sánchez, 37, concedeu nesta terça-feira (19) uma entrevista coletiva a jornalistas em Feira de Santana (BA). A autora do blog Geração Y é uma voz crítica ao regime político da ilha. Ela chegou na segunda-feira (18) ao Brasil, após esperar por seis anos até que o governo cubano autorizasse sua viagem ao exterior Mário Bittencourt/Parceiro/Agência O Globo
Sanchéz, autora do blog “Generacion Y”, desembarcou em Salvador ontem e seguiu para Feira de Santana para dar uma palestra e assistir ao documentário “Conexão Cuba-Honduras”, do cineasta Dado Galvão.
Um grupo de aproximadamente 50 manifestantes ligados à UJS (União da Juventude Socialista), ligada ao PCdoB, e a outras organizações, recebeu a blogueira com protestos, acusando-a, com cartazes e palavras de ordem, de ser ligada ao governo dos Estados Unidos.
A apresentação do documentário, no qual Yoani é uma das entrevistadas, foi suspensa ontem à noite depois que os manifestantes entraram no salão do Museu Parque do Saber, onde acontecia o evento, para repreender a blogueira com gritos de "Viva a revolução!" e "Cuba sim, ianques não".
O senador Eduardo Suplicy (PT), que participava do ato, tentou em vão ser mediador entre os manifestantes e a blogueira, que só conseguiu tomar a palavra por alguns minutos em um improvisado debate sobre o regime cubano.
A dissidente já havia sido alvo de protestos nos aeroportos do Recife e de Salvador. "O que pude ver e questionar no debate foi que eles (os manifestantes) não leem o que eu escrevo no meu blog", acrescentou Sánchez na entrevista coletiva à qual compareceu escoltada por policiais.
Ao se referir às acusações de seus opositores de que é financiada pelos Estados Unidos, a cubana indagou "Se isto fosse verdade, me digam por que eu continuaria até hoje caminhando pelas ruas de Havana?".
"Este argumento eu conheço desde pequena, e é dado a todos que são contra o regime do meu país", acrescentou.

Embargo a Cuba

Yoani criticou o embargo econômico dos Estados Unidos à ilha pelas dificuldades de abastecimento que causa a seus compatriotas e porque o governo de Cuba usa esse bloqueio como desculpa para justificar suas deficiências.
A blogueira afirmou que incomoda o governo cubano que ela tenha "autonomia econômica" pela publicação de livros e colunas de imprensa enquanto o restante dos cidadãos precisa viver dependente do Estado.
A dissidente, que mostrou uma carteira oficial que a autoriza a trabalhar por conta própria, disse que as autoridades de seu país usam sempre "métodos muito sujos" para desprestigiar os opositores.
Segundo Sánchez, quando voltar a Cuba, após sua longa viagem, ele gostaria de fundar um meio de comunicação independente para ver até onde é possível chegar, porque tem muita vontade de que seu país mude.

"Batalha contra demônios"

Hoje, em seu blog, a dissidente voltou a criticar os manifestantes. Após citar um episódio de repressão em 1980, quando ela tinha apenas cinco anos, para afirmar que já estava acostumada com atos de repúdio, a blogueira qualificou de “inédito” o protesto em Feira de Santana.
“O piquete de extremistas que impediu a projeção do filme de Dado Galvão em Feira de Santana era mais do que um grupo de adeptos incondicionais do governo cubano. Todos tinham, por exemplo, o mesmo documento --impresso a cores-- com várias mentiras sobre a minha pessoa, (mentiras) tão frágeis que poderiam ser rebatidas com uma simples conversa”, escreveu.
“Repetiam um grito idêntico, sem ter a menor intenção de escutar a resposta que eu poderia dar. Gritavam, interrompiam, e em um momento foram violentos”, acrescentou Sanchéz.
Por fim, a blogueira disse que ser uma “alma livre” e retratou o episódio como uma “batalha contra demônios”. “Eu levava a discussão ao plano de Cuba, que sempre será mais importante que esta humilde servidora. Eles queriam me linchar --eu, conversar. Eles respondiam a ordens –eu sou uma alma livre. No final da noite, me sentia como depois de uma batalha contra os demônios do mesmo extremismo que provocou os atos de repúdio daquele ano de 80 em Cuba. A diferença é que desta vez eu conhecia o mecanismo que fomenta essas atitudes. Eu podia ver o longo braço que os move desde a praça da Revolução, em Havana.” (Com agências internacionais)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

The Economist chama políticos brasileiros de 'zumbis'


A análise da revista relembra a última eleição de Renan à presidência do Senado em 2007, quando foi obrigado a renunciar por ter sido acusado de corrupção.


São Paulo - A revista britânica The Economist classificou os políticos brasileiros, citando como exemplo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), de "zumbis". O artigo publicado no último sábado (16) analisou a manutenção do poder político de figuras públicas envolvidas em corrupção, em alguns casos já até condenadas. "Apesar de sérias alegações de corrupção, a velha guarda continua voltando", escreveu o semanário no subtítulo do artigo.
A análise relembra a última eleição de Renan à presidência do Senado em 2007, quando foi obrigado a renunciar por ter sido acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista de construtora. O texto enfatiza também o fato de a presidente Dilma Rousseff ter aceitado a candidatura de Renan depois de ter sido rígida na punição de ministros enredados em episódios de corrupção.
No artigo, Renan é também tido como um "novo exemplo bem estabelecido de fenômeno brasileiro": do político que não é atingido por denúncias. "O Senhor Calheiros é o mais novo exemplo de um bem estabelecido fenômeno brasileiro: o político que consegue sobreviver a qualquer número de pancadas aparentemente fatais", resume o semanário.
Outros casos são relembrados pela The Economist. Cita o julgamento do mensalão e também outros políticos condenados por corrupção como os deputado Paulo Maluf (PP) e José Genoino (PT), com críticas de que eles ainda assim continuam exercendo seus mandatos no Congresso.
"Um terço dos legisladores do Brasil ou foram condenados ou estão sendo investigados por crimes que vão de compra de votos a roubo e exploração da escravidão", diz o texto.
Apesar disso, a revista mostra que a população se mobilizou em protesto contra mais um exemplo de manutenção de políticos acusados de corrupção no poder público. Uma petição foi aberta na internet pedindo o impeachment de Renan Calheiros, atingindo 1,36 milhão de assinaturas, o suficiente para levar a demanda ao Congresso.
"Brasileiros ainda têm esperança de que os zumbis políticos sejam postos para dormir", termina o texto.

Silas Malafaia processará o Avaaz


O pastor Silas Malafaia processará o Avaaz, site no qual são publicados abaixo-assinados como o que pede a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Circula no Avaaz uma moção contra Malafaia. Chama-se “Pela cassação do registro de psicólogo do sr. Silas Lima Malafaia”. Logo depois que essa moção começou a ser assinada, um fiel do pastor montou uma moção semelhante, mas de apoio a Malafaia. Esta última foi retirada do ar ontem. Malafaia se revoltou: “Printei tudo e passei para meu advogado. Vou para o pau contra o Avaaz. Vou processar eles sem pena”. O pastor relatou a origem da crise com o site de abaixo-assinados. Diz ele: “No último dia 9, um evangélico iniciou uma moção em meu apoio. O abaixo-assinado pedindo a cassação do meu registro tinha 55 mil assinaturas. O a meu favor passou. Estava com 65 mil. Ainda há pouco, o Avaaz mandou um e-mail para o evangélico dizendo que ia tirar a moção dele do ar, porque não era do interesse deles. Ora, depois de dez dias de exposição negativa da minha imagem e só quando é ultrapassado pelos que são a meu favor?”. Malafaia também processa a revista Forbes, que lhe atribuiu um patrimônio de US$ 150 milhões. Ele diz que é de US$ 6 milhões. A diferença é que ele pretende processar a Forbes nos Estados Unidos. O Avaaz será acionado no Brasil, diz o líder evangélico.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sarney fala em “férias do Poder” e programa tour por EUA e Europa


De 1º de Março até Junho, durante o Outono, o senador José Sarney (PMDB-AP) vai “tirar férias de 20 anos do Poder”, segundo revelou a contato da coluna – ou oficialmente 120 dias de licença do Senado.

Os motivos: Vai aos Estados Unidos consultar médico para tratar joelho da esposa, dona Marli; depois faz com ela um tour pela Europa e neste período conclui a sua autobiografia. Ex-governador do Amapá, o suplente Jorge Nova da Costa assume a vaga no Congresso.

Decidiu complementar em novo livro, agora de seu próprio punho, mais detalhes de sua vida pessoal e pública além do tratado na recente biografia autorizada escrita por Regina Echeverria. Sarney não toca no assunto, mas aliados sabem o quanto o incomodou o livro de Palmério Dória, Honoráveis bandidos, sobre supostos bastidores da família.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Renan considera 'lícita' manifestação online por impeachment


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota oficial nesta sexta-feira em que afirma ser saudável a manifestação de mais de 1,5 milhão de pessoas pela internet pedindo que ele saia do cargo para o qual foi eleito há duas semanas. Segundo Renan, qualquer tipo de manifestação é “lícita e saudável, principalmente entre os jovens”.
"Fui líder estudantil, todos sabem, e também usei as ferramentas da época para pressionar. O número de assinaturas não é tão importante quanto a mensagem, o que importa é saber que a sociedade quer um Congresso mais ágil e preocupado com os problemas dos cidadãos”, afirmou o presidente em nota.
No documento, Renan voltou a defender que vai “trabalhar para garantir o melhor desenvolvimento do Brasil” e conversar com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para acordar a votação de temas de interesse do governo. O senador se comprometeu com a discussão de temas polêmicos, como as reformas tributária e política, e “enfrentar” a questão dos vetos. Renan também afirmou que vai convidar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para discutir temas econômicos com o Congresso.
O abaixo-assinado
Um abaixo-assinado pedindo a cassação do senador circula na internet e já conta com mais de 1,5 milhão de assinaturas, mais do que 1% do eleitorado nacional. A porcentagem é válida na proposição de leis de iniciativa popular, mas não tem efeito prático nessa questão. 
No caso específico de Renan Calheiros, tanto o texto constitucional quanto o Regimento Interno do Senado Federal são omissos em relação à hipótese de impeachment de presidente da Casa. O que pode acontecer é a quebra de decoro parlamentar, traduzido como atividades não condizentes com a atuação esperada de um senador, além do recebimento de vantagens indevidas. Nesse caso, o processo só pode ser iniciado com uma representação feita pela mesa diretora ou algum partido político no Conselho de Ética do Senado.
Terra
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

Senado diz que demitiu estagiárias por indisciplina com piada sobre Renan


As duas foram afastadas após postarem no Facebook a foto de um rato morto fazendo referência ao presidente da Casa

  • Luciana Cobucci
    Direto de Brasília
O Senado Federal divulgou uma nota nesta sexta-feira justificando a demissão de duas estagiárias - uma delas sobrinha do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa - após um comentário feito por uma delas no Facebook. Segundo a Secretaria de Comunicação da Casa, a publicação da foto de um rato morto com a legenda "e a gente achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros" foi um ato de indisciplina das estudantes.
"A administração, ao tomar conhecimento de um ato de indisciplina, tem o dever de agir de acordo com as normas vigentes e em cumprimento ao Termo de Compromisso assinado pelas estagiárias. Nos termos da lei, o estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza entre o educando e a parte concedente. Dessa forma, o desligamento de estagiário não se condiciona a abertura de processo disciplinar, sendo suficiente a caracterização da prática de ato incompatível com o ambiente de trabalho", justificou.
Além do conteúdo considerado ofensivo pela Secretaria da Casa, a demissão, ocorrida no último dia 6, tem por base o fato de que o comentário foi feito em horário de expediente, usando ferramentas de trabalho oferecidas pelo Senado. As estudantes estagiavam no Serviço de Administração da Secretaria de Recursos Humanos do Senado. 
Estagiárias fazem piada sobre rato morto e Renan Calheiros
Segundo informações do jornal Correio Braziliense, na manhã daquela quarta-feira, as estagiárias e os colegas do setor foram surpreendidos com a presença de um rato. Uma copeira matou o bicho, e as estudantes resolveram fotografar o episódio.
Uma delas botou a imagem no Facebook com a legenda fazendo referência ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), eleito sob inúmeras denúncias, incluindo uma oferecida pela Procuradoria-Geral da República ao STF. 
Terra

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Petição por impeachment de Calheiros ultrapassa meta de assinaturas



Mais de 1,36 milhão de pessoas haviam se unido à iniciativa no final da noite de domingo; proposta deve ser encaminhada ao Congresso



Calheiros fala durante a sessão de votação que o reelegeu à presidência do Senado Foto: Ueslei Marcelino / Reuters
Calheiros fala durante a sessão de votação que o reelegeu à presidência do Senado
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

petição online que tem por objetivo o impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ultrapassou no final da noite deste domingo a meta das 1.360.000 assinaturas. Há dias a petição vem angariando apoiadores críticos do senador, alvo de denúncias da Procuradoria-Geral da República e que foi reeleito à presidência do Senado no dia 1º de feveiro após renunciar em 2007 em meio a denúncias.


De acordo com o texto da petição, é necessária uma quantidade de assinaturas correspondente a um centésimo do eleitorado brasileiro. Este é o número almejado e alcançado na noite de hoje, mas ainda resta saber se as mais 1,36 milhão de assinaturas estão distribuídas por pelo menos cinco Estados e “com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles”.
Caso estas especificidades - de verificação não disponível no site da petição - sejam cumpridas, a proposta será levada ao Congresso para "causar um rebuliço na mídia, desafiar as restrições desta Iniciativa popular e exigir a revogação do presidente do Senado, Renan Calheiros. Vamos usar o poder do povo agora para exigir um Senado limpo", diz o texto da proposta.