A
fruta, uma das fontes mais conhecidas de potássio, que garante o bom
funcionamento dos batimentos cardíacos, ganha notoriedade a partir
de estudo divulgado nos EUA
Nova
York - Estudo publicado recentemente na revista norte-americana
Archives of Internal Medicine engrossa o coro em prol do potássio.
Pesquisadores mediram suas quantidades e a do sal na urina de 2.974
voluntários e notaram que aumentar a ingestão de potássio e
restringir a de sódio diminui em até 50% as perturbações
relacionadas à pressão nas alturas, como infarto e derrame.
"Isoladamente, no entanto, essas duas medidas não surtem o
mesmo efeito", observa Nancy Cook, professora da Universidade de
Harvard e uma das autoras do trabalho. Apenas maneirar no sal, por
exemplo, só derruba em 20% o risco de turbulência nas artérias.
Por
que a dobradinha dá resultados mais satisfatórios? O potássio
garante o bom funcionamento dos batimentos cardíacos, facilita a
dilatação dos vasos e ainda melhora a sensibilidade à insulina - o
que pode ser bem útil para quem sofre de resistência ao hormônio,
um fator que colabora para a ocorrência de problemas
cardiovasculares, ainda mais quando já existe um quadro de
hipertensão. "Além disso, esse mineral parece reduzir os
efeitos negativos do sal, porque induz à eliminação do sódio
pelos rins", comenta Nancy. Portanto, dá para deduzir que
manter o dueto em uma gangorra estática - sódio no chão e potássio
em níveis elevados - seja a medida mais eficiente para proteger o
corpo. O potássio melhora a elasticidade dos vasos e, com isso,
ajuda no controle da pressão. Mas, na prática, pouca gente sabe ou
se lembra disso.
Faça
um teste: resgate na memória a última vez que você viu um
hipertenso comendo banana, uma das fontes mais conhecidas de potássio
(uma unidade média tem 215mg), só para controlar a doença.
Quanto
ao sal, um adulto saudável deve ingerir, no máximo, seis gramas de
sal por dia, mas a maior parte dos brasileiros consome nada menos que
12 gramas. O sal que tempera a comida de cada pessoa que consegue
tê-la à mesa foi considerado, no passado, artigo de luxo e serviu
de moeda de troca em civilizações antigas, chegando até a ser o
estopim de disputas territoriais - a palavra salário deriva dele.
Mas, quando o assunto é saúde, não é de hoje que ele desfila sua
fama de vilão mundo afora. Falou em hipertensão, pode ter certeza
de que alguém vai citá-lo. O excesso de sódio, principal
ingrediente do sal de cozinha, provoca retenção de água no
organismo e aumenta o volume de sangue circulando. Maior volume
sanguíneo passando pelo mesmo espaço de veias e artérias significa
maior pressão nas paredes dos vasos. Para o bem do coração e das
artérias, menor ingestão de sal e maior de banana devem fazer parte
do cardápio das pessoas. A fruta - largamente produzida no Brasil,
especialmente em Minas Gerais, no Vale do Jaíba, Norte do estado -,
que já foi comprada a preço baixo, tem bem melhor status na
alimentação dos brasileiros, principalmente os desportistas, mas as
dicas desse estudo publicado nos EUA podem lhe render toda a
notoriedade que merece.
OUTRAS
FONTES
O
portássio pode ser encontrado em muitos outros alimentos
Soja
- 486mg (uma concha pequena)
Melão
- 367mg (uma fatia média)
Couve
- 331mg (três colheres de sopa)
Grão-de-bico
- 285mg (uma concha pequena)
Laranja
- 245mg (uma unidade média)
Mamão
- 222mg (uma fatia média)
Brócolis
- 214mg (6 ramos)
Tomate-
200mg (uma unidade)
Goiaba
- 178mg (uma unidade média)
Pera
- 162mg (uma unidade média)
Melancia
- 156mg (uma fatia média)
Feijão
- 153mg (uma concha pequena)
Mexerica
- 150mg (uma unidade média)
Espinafre
- 134mg (três colheres de sopa)
Lentilha
- 132mg (uma concha pequena)
Agrião
- 131mg (um prato de sobremesa)
Abacaxi
- 131mg (uma fatia média)
Alface
- 126mg - (um prato de sobremesa)
Linhaça
- 126mg (duas colheres de sopa)

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